O design como ponte entre os sentidos e o mundo

MILKS GLASS

SÃO COMO CEREJAS SOBRE O BOLO

Foi assim que aconteceu comigo durante uma viagem a NY, numa dessas feirinhas conhecidas por mercados de pulgas, quando dei de cara com minha primeira peça de milk glass. Era muito cedo, eu estava distraído e um pouco tonto com o frio abaixo de zero, e em meio às bancas repletas de objetos escutei um vendedor gritar: “This is an autentic milk glass”, virei rapidamente e meus olhos explodiram com a visão de um vidro branco leitoso todo rendilhado num formato de tulipa que dançava em meio às grandes mãos que o seguravam, foi como amor à primeira vista, e desse dia em diante, me tornei um compulsivo colecionador dessas belezuras.

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Fiquei maluco com tantas formas, texturas, tamanhos e usos diversos, cada achado uma novidade, uma nova história, uma nova descoberta. E assim, aquela primeira peça ficou registrada na capa do meu primeiro projeto publicado na revista Casa Claudia.

Para mim, os milks são como cerejas sobre o bolo, tornam especial qualquer ambiente. Sua história data do século XVI, quando eram fabricados na bela Veneza, Itália, sempre dividindo seu uso entre os utilitários e os colecionáveis. Mais tarde, por volta do século XIX, foram produzidos também na França, onde eram tratados por objetos do “fin de si`ecle”. No século XX, num período conhecido por era dourada americana, os então chamados Vidros Opacos subiram de posto e passaram a ser chamados de Milk Glass, um sinônimo de prosperidade cultural, delicadeza e elegância nos lares americanos, até que entraram em decadência e desuso por volta dos anos 1960 e pararam de ser fabricados.

 

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Para mim, o mais curioso é que não importa a data de sua origem, seu estilo e muito menos se é uma peça utilitária ou decorativa, mas, sim, que eles ficam lindos ambientados em pares, trios, quadras ou mais peças, enfileirados ou distribuídos em arranjos piramidais. São ótimos para quem quer treinar a produção no decor, praticando um delicioso exercício e buscando novas arrumações e combinações, de ambiente em ambiente pela casa.

No dia a dia, são peças que devem migrar pela casa, da mesa de canto ao cantinho do lavabo, misturadas a outros objetos, vazios ou com flores, nem que seja um galhinho recolhido no jardim. Nos dias de reunir os amigos são coringas e saem do decor, pois além de se tornarem belíssimos arranjos com flores, podem ser utilizados para servir comes do tipo “finguer foods”.

 

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Enfim, são tantas histórias, algumas delas eu mesmo criei, pois, ironicamente, nem todo milk é branco, temos rosas, azuis, verdes e pretos, que de tanta intimidade acabei apelidando cada um – “pinks”, “blues”, “jades” e “blacks” –, mas aí já é uma nova história que logo mais eu volto para contar.

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